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Sep 06, 2026
3 min de leitura

Check-in Mês 1, Semana 4

Atrasado! O mês fechou no peso. Já essa semana fechou no delivery.

Check-in atrasado, e sem desculpa elegante (e me custou 5 dólares no Beeminder). Já explico o motivo, que por acaso é também o assunto mais interessante deste post.

Primeiro o fechamento do Mês 1: mantive o peso. A balança terminou onde começou, oscilando na mesma faixa de sempre. Levantando mais carga, comendo o dobro do que comia em maio e vestindo a mesma calça. Para uma recomposição corporal de um mês, está OK.

Se eu tivesse que apontar o principal que sustentou esse resultado, seria a dieta, que nem era para ter entrado na conta, mas veio de tabela. O treino, claro, foi essencial e me deu os ganhos de força que já comentei, mas quem segurou o mês foi o que passou pelo prato. Aliás, aprendizado que eu não esperava do mês do fitness: o trabalho pesado acontece no domingo, na cozinha, junto com a balança e com os meus ziplocks.

E aí um dos meus medos de quando comecei esse desafio parece que se concretizou, porque terminado agosto, veio a semana seguinte.

Por uma coincidência do destino, logo na primeira semana depois do fim do mês, a esposa saiu de casa e os meus pais foram viajar. Na mesma semana. Aí a minha vida perdeu um pouco do controle, porque de repente eu estava trabalhando sozinho, cuidando da casa sozinho e cuidando das cachorras sozinho. O resultado disso foi que a academia foi a primeira coisa a cair (só porque não era agosto mais, será?). Entre atender cliente, levar e buscar as cachorras na creche pet, lavar roupa, tirar pó, aspirar, passar pano, preparar meus alimentos, lavar louça, o horário do treino simplesmente deixou de existir na agenda. Se eu fosse treinar, seria muito tarde, o que atrapalharia meu sono.

Por conta dessa correria, falhei também na dieta. Saí dela quatro vezes. E o motivo, a meu ver: falta de pressão social. Não foi falta de preparo, porque tinha comida pronta na geladeira. Porém, sem a esposa por perto para me olhar torto quando eu abro o aplicativo, fica difícil. Eu já escrevi por aqui que não confio na minha força de vontade e que prefiro montar estrutura ao redor de mim: o notebook trancado no escritório, o Beeminder cobrando dinheiro, a comida pronta e porcionada antes de a semana começar. O que eu não tinha percebido é que a esposa em casa também era parte dessa estrutura. Era um mecanismo de contenção que funcionava tão bem que eu nem contabilizava como mecanismo.

Fica a lição para o próximo mês em que eu ficar sozinho: a estrutura precisa continuar em pé quando a casa esvazia. Ainda não sei como resolver isso.

Bora para o Mês 2, que já começou tem 1 semana! Vou voltar aos trilhos, já que a esposa está em casa hoje!